Somente as Escrituras

Nos últimos dias vemos uma preocupação das igrejas em seu crescimento. Mas, não em seu crescimento espiritual, em sua maturidade, mas sim no crescimento da lista de membros. Muitos líderes, pastores tem investido seu tempo, suas energias em encher os banco das igrejas nos cultos, porém, passam a negligenciar o evangelho de Cristo Jesus.

Em todo o novo testamento não vemos preocupação de Jesus, de Paulo, Pedro e dos demais apóstolos em ter um grande número de seguidores. Em terem seus cultos cheios. A preocupação era o evangelho. A pregação da palavra de Cristo. A conversão das almas. A salvação do perdido. 

Tais pastores e líderes, com receio de perderem os membros de suas igrejas, inclusive, abrem mão da exortação pela palavra, na correção e passam a permitir que o pecado habite em seu meio, na igreja de Cristo, em sua noiva. E, assim, deixam de lado o que Paulo escreve à Timóteo sobre como as escrituras devem ser utilizada.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para para o ensino, para a repreensão, para a correção, para educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2Timóteo 3.16;17)

Se faz necessário recordar as palavras que o Senhor disse à Ezequiel, o atalaia de Israel:

“Filho do homem, eu o coloquei como atalaia sobre a casa de Israel. Você ouvirá a palavra da minha boca e lhes dará aviso da minha parte. Quando eu disser ao ímpio: “Você certamente morrerá”, e você não o avisar e nada lhe disser para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse ímpio morrerá na sua maldade, mas você será o responsável pela morte dele. Mas, se você avisar o ímpio, e ele não se converter da sua maldade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua maldade, mas você terá salvo a sua vida. Também quando o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá. Visto que você não o avisou, ele morrerá no seu pecado, e os atos de justiça que ele havia praticado não serão lembrados, e você será responsável pela morte dele. No entanto, se você avisar o justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente viverá, porque foi avisado e você terá salvo a sua vida.” (Ezequiel 3.17-20)

Tão necessário é relembrarmos essas verdades! Pastores e líderes, vocês são os atalaias do Senhor na igreja, em seu bairro, cidade, país. 

Ao substituir a verdade das Escrituras pelo conhecimento humano, deixamos abertas as portas para o pecado coexistir com um evangelho de autoajuda. O evangelho que exalta o homem e se esquece de Deus. E, com isso, a igrejas dos dias atuais estão doentes, anêmicas, apáticas, pela ausência do verdadeiro alimento, do verdadeiro evangelho, da Palavra de Deus.

Muitos se esquecem que a obra é do Senhor, a igreja é Dele. Nós somos colocados, por Ele, para fazer o seu ide, a grande comissão, conforme Jesus nos ordena:

“(…) – Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos.” (Mateus 28.18-20)

Contudo, neste âmago no crescimento numérico da igreja, o evangelho é deixado de lado para se pregar o evangelho do tudo pode, que irá inflar o ego do homem, mas não o levará ao conhecimento de seu verdadeiro estado e destino sem Cristo. 

Vamos pregar o evangelho! Somente o evangelho, as escrituras que Deus nos entregou.

Em Romanos 1.16, o apóstolo Paulo escreve o seguinte:

“Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.”

Capítulo 10 verso 17 diz:

“E, assim, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.”

Ora, se a palavra de Cristo, o seu evangelho, não vem sendo pregado nos púlpitos, nas igrejas, nas reuniões nos lares, como virá o homem à fé em Cristo?

Na preocupação de termos igrejas cheias, abrimos mão do evangelho de Cristo Jesus, o evangelho da porta estreita, e passamos a pregar um evangelho da porta larga. Fácil. Onde não é necessário mais abrir mão dos vícios, do eu, da antiga vida. É somente vir à igreja e seremos abençoados… 

Em 2 Coríntios 5.17, Paulo escreve:

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”

Me pergunto, tem sido assim nas igrejas? As coisas antigas foram deixadas de lado? O pecado, que tanto gostávamos, foi abandonado? O nosso alvo tem sido Cristo? Tem sido a paixão por almas? Pela salvação?

Quando os pastores e líderes se esquecem que o crescimento do rebanho é dado pelo próprio Deus (1Coríntios 3.6;7), o retrato que encontramos nas igrejas é um povo mundano, buscando o seu próprio reconhecimento, mesmo entre os irmão, galgando por cargos nas igrejas como se isso fosse elevar a posição deles. Se esquecem que, “àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e aquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.” (Lucas 12.48). 

Onde o pecado não é tratado como pecado, o caos toma conta. Enquanto tais pastores e líderes procuraram seus seguidores, deixam de lado a glória de Deus e a salvação de almas. Suas igrejas estão com os bancos cheios, mas quase não há crentes em Cristo Jesus. Quase todos estão a passos largos em direção ao lago de fogo, pois não ouviram o evangelho de Cristo. E com isso, as igrejas não tem sido luz no meio das trevas, não tem sido sal da terra (Mateus 5.13;14).

Infelizmente essa é a realidade de muitas igrejas hoje em dia. 

Ao olharmos para um período da história de Israel, nos deparamos com um estado semelhante. 

Salomão, reinou em Israel por 40 anos, contudo, ele abandonou o Senhor “e se inclinou diante de Astarote, deusa dos sidônios, diante de Quemos, deus de Moabe, e diante de Milton, deus dos filhos de Amom.” (1Reis 11.33). Ele se desviou dos caminhos do Senhor, e não fez o que lhe era reto aos Seus olhos, como fez seu pai, Davi. Com isso, o Senhor levantou o profeta Aías, de Siló, para se encontrar como Jeroboão, servo de Salomão. Aías pegou a capa nova que estava usando, rasgou-a em doze pedaços e disse à Jeroboão:

“- Pegue dez pedaços, porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: “Eis que rasgarei o reino das mão de Salomão, e a você darei dez tribos. Porém ele terá uma tribo, por amor a Davi, meu servo, e por amor a Jerusalém, a cidade que escolhi de todas as tribos de Israel.” (1Reis 11.31;32)

Salomão se afastou dos caminhos do Senhor e, por isso, o Reino de Israel se dividiu em dois, o Reino do Sul, composto pelas tribos de Judá e Benjamin, e o Reino do Norte, composto pelas outras dez tribos.

Após a morte de Salomão, houve a revolta das dez tribos contra Roboão, sucessor de Salomão, o que culminou na divisão do Reino em duas partes, estabelecendo-se Jeroboão como rei do Reino do Norte, conforme disse Deus, por meio do profeta Aías.

Jeroboão, após ele reformar, engrandecer e fortificar a cidade de Siquém, que havia sido destruída tempos atrás, conforme descrito no livro dos Juízes 9.45, e edificar também Penuel, ele pensa:

“Agora o reino voltará para a casa de Davi. Se este povo subir e fazer sacrifícios na Casa do Senhor, em Jerusalém, o coração deles se voltará para o senhor deles, para Roboão, rei de Judá. Eles me matarão e voltarão para ele, para o rei de Judá.” (1Reis 12-26;27)

E, por isso, após se aconselhar, Jeroboão faz dois bezerros de ouro e proclama ao povo:

“-Basta de subir a Jerusalém! Eis aqui os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês da terra do Egito!” (1Reis 12.28)

Jeroboão se desviou dos caminhos do Senhor, ele se preocupo em manter seu povo com ele, em manter teus seguidores. Levando o povo ao afastamento do Senhor, da Palavra do Senhor. Levando todo o povo de Israel ao pecado. E, ao observamos toda a história de Israel vemos que a adoração à outros deuses foi um problemas para eles até que vem a Babilônio e os leva cativos, primeiro o Reino do Norte e, depois, o do Sul.

Que em nossos púlpitos sejam pregados o evangelho da Salvação, o evangelho de Cristo, a  Cruz de Cristo, a Sua morte e ressureição. Que as igrejas, que cada um de nós, crentes em Cristo, preguemos o evangelho e busquemos, não benefícios próprios, nem tampouco enchermos os bancos das igrejas com membros, mas sim a salvação de almas, que sem ouvirem o evangelho estão indo ao inferno.

Que Deus, em Cristo, os abençoe.

DS – 31/12/2020

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