As aflições da vida

“É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi atribuído para justiça. Saibam, portanto, que os que têm fé é que são filhos de Abraão.”

(Gálatas 3.6;7)

Abraão tinha 75 anos quando o Senhor disse à ele que saísse de sua terra. Ora, esta terra era a qual ele conhecia, que havia crescido e vivido por 75 anos. Nela habitavam toda sua família e a casa de seu pai. Apesar disso, o Senhor o chama a sair de sua terra e ir para um lugar que lhe seria mostrado. Ou seja, Abraão não sabia aonde iria. Ele simplesmente, obedeceu a voz do Senhor. Ele atendeu ao seu chamado.

“(…) – Saia da sua terra, da sua parentela e da casa de seu pai e vá para a terra que lhe mostrarei. Partiu pois Abrão, como o Senhor lhe havia ordenado.”

(Gênesis 12.1;4)

Abraão e sua Esposa, Sara, eram de idade avançada e sua esposa não podia ter filhos, pois era estéril. Mas, mesmo assim, o Senhor fez uma aliança com Abraão, dizendo: “(…) – Olhe para os céus e conte as estrelas, se puder contá-las. E lhe disse: – Assim será a sua posteridade.” (Gênesis 15.4;5). Abraão creu no Senhor, em sua palavra. E, passado o tempo, Abraão já está com 100 anos quando nasce o seu filho, Isaque.

Passados alguns anos, o Senhor diz a Abraão: “- Pegue o seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá a terra de Moriá. Ali, ofereça-o em holocausto, sobre um dos montes, que eu lhe mostrar.” (Gênesis 22.2)

Na manhã seguinte, ele se levanta de madrugada, prepara o seu jumento, leva dois servos e Isaque, seu filho. Racha a lenha para o holocausto e segue para o lugar que o Senhor havia lhe indicado. No terceiro dia Abraão avista o lugar de longe e pede para que seus servos os aguarde, pois iria com o seu filho adorar a Deus. 

Abraão coloca sobre o seu filho a lenha para o holocausto e ele, por sua vez, levava o fogo e a faca. Enquanto caminhavam, Isaque pergunta à seu pai: “(…) – Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gênesis 22.7). Então, seu pai, Abraão testemunha outra vez a sua fé no Senhor e diz: “- Dos proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho.” (Gênesis 22.8)

Então, eles chegam ao lugar indicado por Deus. Abraão edifica o altar ao Senhor, prepara a lenha e amarra o seu filho e o coloca sobre o altar, em cima da lenha. Que fé Abraão tinha no Senhor. Ele obedeceu em todos os momentos, fez a vontade do pai, sem hesitar, a ponto de levar o seu único filho para ser sacrificado. Tendo em mente que o Senhor é Deus, o criador de todas as coisas, e nada para Ele é impossível…

Abraão estende a sua mão e pega a faca para sacrificar o seu filho, então, o Anjo do Senhor aparece dizendo: 

“- Abraão! Abraão! Ele respondeu: – Eis me aqui! Então lhe disse: – Não estenda a mão sobre o menino e não faça nada a ele, pois agora sei que você teme a Deus, porque não negou o seu filho, o seu único filho.”

(Gênesis 22.11;12)

Abraão aceitou o seu chamado de ir à uma terra desconhecida, creu que o Senhor lhe daria uma descendência e, quando lhe concede um filho, lhe pede em holocausto. E Abraão, pela fé no Senhor, não nega o seu próprio filho, o filho da promessa. E, da descendência de Abraão nasceu aquele que veio para ser entregue por nós, através Dele, se fez justiça por nós. Por meio da semente de Abraão eis que nasceu o Salvador, Jesus Cristo!

Abraão, um exemplo de fé em nossos dias! Uma fé não somente no pensamento, mas em prática ao obedecer ao Senhor, não negando, inclusive, como já dito acima, o seu próprio filho.

Vivemos tempos incertos. Vivemos em uma sociedade que não quer mais saber de Deus. Ao contrário, querem servir ao deus deste mundo. Querem servir a si mesmos. À sua própria satisfação. Buscam conforto, fama, sucesso… Contudo, desde que o homem quis ser igual a Deus e pecou, vivemos tempos como estes. Tempos estes que passamos a não mais servir ao Senhor Deus, mas a nós mesmos, ao nosso ego, a nossa vontade… 

As escrituras nos dizem que “todos pecaram e carecem da glória de Deus.” (Romanos 3.23). Vejamos, por exemplo, uma criança de colo, talvez com seus 6 meses ou mais de idade. Quando seus pais a repreendem e não permitem que peguem algo ou que façam alguma coisa, elas ficam bravas e levantam as suas mãozinhas para bater em quem não permitir que elas façam o que desejam…. Elas estão iradas!

Observamos acima o efeito da queda e a ação do pecado no homem desde a mais tenra idade. Mas, “somos justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus apresentou como propiciação, no seu sangue, mediante a fé.” (Romanos 3.24). Temos uma esperança e ela é Cristo! 

Todas as pessoas, de todas as nações e em todos os tempos, enfrentam e enfrentaram situações difíceis. Guerras, mortes, doenças, problemas financeiros, perda de trabalho… todos estamos sujeitos a isso. O Senhor Jesus nos disse: “Falei essas coisas para que tenham paz. No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: eu venci o mundo.” (João 16.33)

O Senhor Jesus não nos prometeu livrar-nos de todo o mal que sobrevém aos homens, tampouco ainda que teríamos sucesso, dinheiro, conforto, pelo contrário, nos disse que teríamos aflições, porém, teríamos paz por meio de Sua palavra e obra na cruz do Calvário.

Todos estamos sujeitos a aflições em nossa vida, mas nem todos teremos o mesmo destino. Somos pecadores, pecamos tão bem que, muitas vezes, nem nos apercebemos… contudo, o pecado nos afasta de Deus, e de fato, “o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6.23) 

Essa é a paz e a esperança do crente em Cristo Jesus. Que Nele, teremos a vida eterna. Mesmo que as aflições nos sobrevenham, a morte nos alcance… se estamos em Cristo Jesus, não há o que temer… assim como Cristo ressuscitou, nós também ressuscitaremos Nele naquele Dia. Essa é a verdadeira vitória do crente e a única esperança. 

Assim como Abraão creu em Deus, confiou em Sua palavra e saiu de sua terra, assim é conosco também. Pode a morte nos surpreender, doenças e dificuldades nos alcançar, não seremos abalados. Depositamos a nossa vida nos pés do Senhor. Cremos que tudo está sob o seu soberano controle. É necessário aplicarmos a fé que temos. Colocá-la em ação. A certeza de Paulo na obra de Cristo era tão grande, que ele colocou a sua fé em prática e escreveu o seguinte: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” (Filipenses 1.21)

Enquanto estivermos vivos, precisamos praticar a fé, viver diariamente na prática das escrituras, mas não podemos temer as aflições, pois Nele está a vida e a esperança do Crente. Para ele devemos olhar. Nele precisamos pensar e nos alegrar.

“Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de todo peso e do pecado que tão firmemente se apega a nós e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, sem se importar com a vergonha, e agora está sentado à direita do trono de Deus. Portanto, pensem naquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem desanimem.”

(Hebreus 12.1-3)

Basta confiarmos Nele, em Sua Palavra. Nele temos salvação. Nele temos paz. Independente da situação que esteja enfrentando, entregue-se a Cristo. Coloque o seu coração Nele, cada preocupação. O aceite como o Seu Senhor e Seu Salvador. É somente por meio Dele, o nosso Senhor, que temos a esperança de vida eterna e paz com Deus.

Que Deus em Cristo, os abençoe!

DS – 02/05/2021

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